CEM disponibiliza base cartográfica dos setores censitários do Censo 1991 da Região Metropolitana de São Paulo
Dando continuidade ao trabalho de gestão da base de dados, o Centro de Estudos da Metrópole (CEM-Cepid/Fapesp) divulga a atualização da Base Cartográfica Digital Georreferenciada dos Setores Censitários do Censo da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) do ano de 1991. A diferença entre a presente versão e os arquivos de setores censitários anteriormente divulgados pelo CEM do Censo 1991 é que o atual arquivo apresenta uma completa compatibilização dos limites dos setores censitários de 1991 com a nova base de setores censitários do Censo 2022 do IBGE e dos censos 2000 e 2010.
“A base cartográfica de setores censitários de 1991 nunca foi disponibilizada pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], seja em arquivo digital georreferenciado, seja em mapas nos formatos PDF ou JPG”, destaca o geógrafo Daniel Waldvogel Thomé da Silva, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da base cartográfica.
Segundo ele, este aprimoramento nas bases de dados dos setores censitários abre um novo horizonte para as pesquisas socioespaciais. “Associados a um sistema de informação geográfica, esses dados e arquivos cartográficos dão acesso a um conjunto integrado de informações que torna possível identificar, por exemplo, áreas com alta concentração de pobreza ou atendidas insuficientemente por políticas públicas, transformando-se num instrumento fundamental para que a sociedade e o poder público conheçam e atuem em tais lugares”, comenta.
A atual base é resultado de um trabalho pioneiro desenvolvido no início da existência do CEM em conjunto com a Fundação Seade, quando os limites dos setores censitários foram desenhados manualmente sobre o mapa da cidade de São Paulo e, posteriormente, em outros mapas municipais da RMSP.
Os setores censitários são unidades territoriais básicas dos Censos Demográficos do IBGE, elaborados para atender a aspectos operacionais do Censo, contendo, nas áreas urbanas, uma média de 230 domicílios ou 700 habitantes. O principal objetivo da construção do setor censitário do IBGE foi delimitar uma área pequena o suficiente para ser recenseada por um único entrevistador, facilitando o controle e a remuneração. Seus limites são alocados a elementos de fácil identificação para o recenseador, como estradas, ruas ou rios.
Agregados, permitem a obtenção de novas unidades territoriais de planejamento e aplicação das políticas públicas, especialmente nos níveis local e regional. Dessa forma, viabiliza-se o atendimento a áreas de nível escalar supramunicipais ou inframunicipais, como setores, distritos, bairros, comunidades, quilombolas, áreas de risco etc.
Para acessar estas bases de dados, vá à página Download de Dados do site do CEM, selecione no menu à esquerda ‘Tipos’ o item ‘Cartográfico’ e em ‘Temas’ o item ‘Censo Demográfico 1991’. O uso é gratuito, mas é preciso citar a fonte.
Sobre o CEM
Criado em 2000, com início das atividades em 2001, o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Cepid-Fapesp) e reúne cientistas de várias instituições para realizar pesquisa avançada, difusão do conhecimento e transferência de tecnologia em Ciências Sociais, investigando temáticas relacionadas a desigualdades e à formulação de políticas públicas nas metrópoles contemporâneas. Sediado na Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o CEM é constituído por um grupo multidisciplinar, que inclui pesquisadores demógrafos, cientistas políticos, sociólogos, geógrafos, economistas e antropólogos.
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