Bases cartográficas digitais georreferenciadas do CEM sobre áreas verdes da RMSP são atualizadas
Três bases cartográficas digitais georreferenciadas do Centro de Estudos da Metrópole (CEM-Cepid/Fapesp) referentes às áreas verdes da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) foram atualizadas pela Equipe de Inovação e Difusão. A primeira é a base das áreas de proteção ambiental (APAs). A segunda traz dados para a produção de mapas das unidades de conservação (UC) e de outras áreas verdes. A terceira trata apenas das áreas verdes especiais ou informais e teve acréscimos novos em relação aos dados já disponíveis.
Para a formulação das bases foram usados dados de fontes como a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, a Fundação Florestal, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, o Ministério do Meio Ambiente e portais municipais, o Geosampa, e pesquisa visual em imagens Google Maps disponibilizadas na Rede e sites diversos. A base de referência dos mapas é composta por arquivos do acervo do CEM, como os da base de logradouros, por exemplo.
Na Região Metropolitana de São Paulo, os grandes parques e outras unidades de conservação (UCs) localizam-se, em sua maioria, ao longo da Serra do Mar, ao sul, ou da Cantareira, ao norte. Destaca-se também a reserva florestal do Morro Grande, a oeste. Na porção mais urbanizada, são poucos os parques de grande porte, mas há um grande número de parques urbanos de extensão média ou reduzida - muitos, inclusive, equivalentes a praças. Entre eles figuram os parques lineares, parques de orla, parques ecológicos, etc. Para as praças, utilizou-se o corte dimensional de 10 mil metros quadrados. Todas essas áreas estão no arquivo CEM de parques e similares, contempladas ou não pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).
As bases sobre áreas verdes especiais contemplam também áreas com percentuais significativos de solo permeável e com inegável volume de vegetação arbórea. Visualmente, assemelham-se a parques ou grandes praças e cumprem as funções de amenização do microclima, de embelezamento, de absorção das águas pluviais e de abrigo à fauna de pássaros, insetos e pequenos mamíferos.
Algumas dessas áreas, inclusive, foram oficializadas como áreas verdes pela legislação de uso e ocupação do solo vigente no município de São Paulo do início dos anos 1970 até 2004: os "clubes esportivo-sociais" e os "clubes de campo". Também estão inclusos clubes e cemitérios, os campi universitários e outras instituições educacionais ou confessionais de grande extensão, algumas empresas ou condomínios residenciais, as praças ocupadas por equipamentos, mas com arborização, os aterros sanitários (ativos ou inativos), e as terras indígenas.
Na edição de 2025, um novo tipo foi incluído, identificado como vegetação proeminente (23% do total). São as áreas de arborização mais densa e sem uso aparente que se destacam nas porções urbanizadas, em grande parte remanescentes de mata nativa. “No conjunto, o arquivo CEM de áreas especiais sugere um olhar alternativo para as áreas verdes presentes nas aglomerações metropolitanas, que podem ser alvo de propostas de políticas públicas para sua conservação e manejo”, aponta o geógrafo Daniel Waldvogel Thomé da Silva, um dos responsáveis na Equipe de Inovação e Difusão do CEM pela pesquisa, estruturação e atualização das bases de dados. Todas essas áreas verdes informais foram reunidas no arquivo de áreas especiais.
Para acessar estas bases de dados, vá na página Download de Dados do site do CEM (https://centrodametropole.fflch.usp.br/pt-br/download-de-dados), selecione no menu à esquerda ‘Tipos’ o item ‘cartográfico’ e em ‘Temas’ o item ‘meio ambiente’. A seguir, vão aparecer todas as opções de bases dessa área. Basta selecionar os itens ‘Área de Proteção Ambiental da Região Metropolitana de São Paulo 2025’; ‘Unidades de Conservação e outras Áreas Verdes da Região Metropolitana de São Paulo 2025’; e ‘Área Verdes Especiais da Região Metropolitana de São Paulo 2025’. O uso é gratuito, mas é preciso citar a fonte.
Sobre o CEM
Criado em 2000, com início das atividades em 2001, o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Cepid-Fapesp) e reúne cientistas de várias instituições para realizar pesquisa avançada, difusão do conhecimento e transferência de tecnologia em Ciências Sociais, investigando temáticas relacionadas a desigualdades e à formulação de políticas públicas nas metrópoles contemporâneas. Sediado na Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o CEM é constituído por um grupo multidisciplinar, que inclui pesquisadores demógrafos, cientistas políticos, sociólogos, geógrafos, economistas e antropólogos.
Informações para imprensa:
Janaína Simões
Assessoria de Comunicação e Difusão
Centro de Estudos da Metrópole (CEM-Cepid/Fapesp)
imprensa.cem@usp.br
Tel. 55 11 3091-2097



